Sobre a terra tenho pouco a dizer hoje. Ela se materializou em mim durante a tarde, coisa comum atualmente.
Que deve ser eterna a busca de novas possibilidades para encontrar o que há de mais substancioso no líquido. Guardo para mim o termo “empapar” e outros assemelhados. É preciso um grande mergulho nesse líquido espesso e pegajoso, nesse cheiro e nessa vibração para poder se refazer e repensar algumas (ou todas) coisas. O resto é natureza, campo, é ordenha.
O resto
30 01UTC 10000007102007 01UTC 2007 por GBig Bang
30 30UTC 300000006112007 30UTC 2007 por GPara entender tudo é preciso viver de maneira profunda, ser suco, sempre seiva, sempre o máximo, o sumo. Quando comecei a crescer, agora à pouco, torno-me dia a dia mais sumo, mais concentrado, mais próximo da terra e da deusa. Preciso ser apenas o momento, que seja de espanto, mas sempre fagulha, sempre resultado do encontro de pedras, sempre o que sai naturalmente, o que é para ser. Nego qualquer tentativa bueguesa, qualquer experiência vivida, qualquer obviedade. Avanço num tempo que é meu, que é resultado de Big Bang. Aliás, seria preciso começar a entender o processo de Eterno Big Bang
Mel
30 30UTC 300000006072007 30UTC 2007 por GTem uma coisa legal em tudo isso aqui. É o seguinte: é um espaço pra escrever. Falar as coisas todas que nem eu faço no Pós, mas é mais: tem uma mistura com o que eu digo no T@r@ que não é aberto. Tem uma influência brutal de paixão e uma outra metida a literata. De qualquer maneira o que eu não quero é ter que ser muito óbvio. Porque a gente não tem que ser, sabe? Tem coisas que a gente fala e pronto. Ponto final. Explicar o quê? Chato explicar…. até porque….quem sou eu? Que rei sou eu? Sou, como tudo, o que brota da terra. O que é úmido, melado como projeto de placenta
Tragicômicas
30 30UTC 300000006062007 30UTC 2007 por GA idéia de SEIVA me brotou da paixão e da leitura das Tragicômicas, de Calvino. Não conhecer as duas ou uma das duas, impossibilitará o leitor de seguir em frente.